Que formato utilizar na catalogação de autores e colaboradores de uma publicação?

  Questões técnicas

Uma simples busca nos diversos sites de comércio eletrônico de livros, revela uma razoável variedade de formatos de apresentação de nomes próprios: por exemplo, “José de Alencar”; “JOSÉ DE ALENCAR”; “ALENCAR, JOSÉ DE”; “ALENCAR, JOSE DE” (sem acento); “Jose de Alencar” (sem acento); “Alencar, José de” e “Alencar, José De”, pelo menos. Com a finalidade de atender as diferentes demandas de livrarias e distribuidoras, optou-se, no MercadoEditorial.org, por um formato que, uma vez armazenado, possibilite a exportação conforme a necessidade de cada parceiro. Desse modo, deve-se utilizar o padrão “Alencar, José de”. Ou seja, desloca-se o último sobrenome para a esquerda, separando-o por uma vírgula (e um espaço) do restante do nome. A acentuação, se houver, é devidamente registrada. E, como pode-se observar, a utilização de letra maiúscula (ou caixa alta) deve ser feita apenas na primeira letra de cada nome ou sobrenome.

Nos casos em que o último sobrenome estiver acompanhado de um agnome (Júnior, Junior, Jr., Neto, Netto, Filho, Sobrinho, Segundo, Terceiro, entre outros), o complemento deve acompanhar o último sobrenome no deslocamento. Ex: “Melo Neto, João Cabral de”.

O formato adotado assemelha-se, portanto, àquele da ficha catalográfica, com uma ressalva: deve-se utilizar exatamente a estrutura do nome como apresentada na capa do livro. Portanto, digamos hipoteticamente que a capa de um livro traga como autor Carlos D. de Andrade. Mesmo que na ficha catalográfica o nome de Carlos Drummond de Andrade esteja escrito sem abreviação, deverá ser respeitada a estrutura da capa da publicação. Portanto, o correto registro, no MercadoEditorial.org, do nome do autor da obra fictícia em questão deverá ser: “Andrade, Carlos D. de”; e não “Andrade, Carlos Drummond de”.

Nesta mesma lógica, deve-se incluir no registro dos nomes de autores e colaboradores os eventuais títulos (Dr., Eng., Pe., Doutor, Padre, entre outros) que antecedam nomes na capa da obra. Portanto, se a capa de uma obra trouxer como autor “Padre Antônio Vieira”, o registro de autoria no MercadoEditorial.org será “Vieira, Padre Antônio” – mesmo que a ficha catalográfica traga algo diferente. Se, por acaso, a palavra Padre estiver abreviada como Pe. na capa, o registro será, então, “Vieira, Pe. Antônio”.

Alguns casos, são mais específicos e, por poderem ser exemplo para situações semelhantes, merecem destaque: “Dalai Lama”, “Papa João Paulo II”, “Ondjaki” e “Edgar Roquette-Pinto”.

“Dalai Lama” é, na verdade, um título no budismo, e não um nome. O nome do atual Dalai Lama é Tenzin Gyatso. Mas, de um modo geral, o líder religioso não assina suas obras com seu nome, e sim com o título budista apenas. Desse modo, não há deslocamento algum a se fazer: o registro da autoria de suas obras, se assim estiver na capa, será simplesmente: “Dalai Lama”. Em alguns casos, escreve-se “Dalai-Lama”, com hífen. A grafia da capa, nesse sentido, deverá ser respeitada.

“Papa João Paulo II” (ou qualquer outro papa) é também um título religioso, e não um nome. Portanto, o registro da autoria, nesses casos, se assim estiver grafado na capa de uma publicação, não sofrerá nenhuma inversão.

O escritor angolano “Ondjaki” assina suas obras simplesmente assim: “Ondjaki”. O registro desse autor no MercadoEditorial.org não poderia ser diferente: “Ondjaki”.

Finalmente, há o caso de sobrenomes ligados por hífen, como, por exemplo, em “Edgar Roquette-Pinto”. Nesses casos, a combinação é tratada como algo único e, portanto, é deslocada em conjunto: “Roquette-Pinto, Edgar”.